Responsabilidade, sobrevivência, instinto e humor, são lições que caracterizaram meu período de aprendizagem com o meu velho.
A maior parte do meu repertório de piadas, tem o meu pai como fonte.
O jogo da vida é melhor entendido, quando se é com ele que aprendemos.Sempre nos protegendo e nos ensinado a se defender das ameaças próximas.
Lembro-me, de que para aprendermos a lição de não sair correndo por aí e deixar nossos pais malucos, o meu Dad, costumava nos levar ao mercado, e quando saíamos correndo, ele se escondia, e ao olhar para trás, o desespero era total. Claro que cinicamente ele estava atento a nós. E quando agente conseguia “achá-lo”, agarrávamos em um de seus braços e não soltava mais!
Amava cantar suas músicas improvisadas, ouvir histórias de sua infância difícil, e ver inúmeras folhas de papel com projetos de invenções. As lendárias manhãs de domingo, assistindo as vitórias do Ayrton Senna, as nossas “chepas” (cafifas/pipa feitas de jornal), o carrinho de mão acoplado à bicicleta com as ferragens da piscina, aliás, histórias com a bicicleta é o que não falta! Filipe na cadeirinha presa ao guidão, eu sentado na barra central, a Dany no bagageiro e o senhor pedalando... Íamos longe nessa configuração no mínimo curiosa e circense. Quando a gente ganhava um Chandele de chocolate, acompanhado de um “surprise!”, era uma correria só!
Bom, pergunta que faço ao senhor.
Por que raios os senhor só arrumava amigos completamente birutas? Como Chiquinho do Maceió, por exemplo.
Não posso terminar esse texto, sem mencionar os mais de 35.000 timbres diferentes feitos apenas com seus assobios, que vão de sons de pássaros, motores diversos, explosões de usina nuclear e etc.
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Pai eu te amo!
E sinto muito a sua falta.
Só tenho a te agradecer, e dizer que tenho orgulho de todas as nossas experiências juntos.
Aguardo o surgimento de novas aventuras.
Beijão!
“Deus te abençoe e te guarde!”

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